COMO CONSTRUIR UMA INTRODUÇÃO

A introdução de um texto dissertativo-argumentativo é o primeiro parágrafo da sua redação. É a porta de entrada do seu texto, a primeira impressão que o corretor terá do seu raciocínio.

Comece trazendo um panorama geral do tema, sem ser genérico. Use referências históricas, sociológicas ou filosóficas para mostrar repertório – mas sem forçar.

Apresente ao leitor o tema (O quê? – Contextualização/Tema), ou seja, sobre o que irá discorrer o texto. Não é obrigatório trazer o tema exatamente como proposto pela banca, mas o seu núcleo e especificação devem ficar evidentes. Problematize o tema (Como? –  Problemática / Delimitação).

Exponha sua tese (Por quê? – Tese / Posicionamento), a ideia central que irá nortear a redação. (Não é obrigatório que a tese apareça na introdução, mas é desejável)

Encerre com uma frase que encaminhe para o próximo parágrafo. Ela pode ser uma breve e sintética antecipação dos dois argumentos centrais que irá trabalhar em D1 e D2. Assim como a tese, não é imprescindível essa antecipação, mas igualmente é desejável

Dica: Evite clichês e generalidades. Fuja de frases como “desde os primórdios da humanidade”. Seja específico e atual.

O QUE NÃO FAZER NA INTRODUÇÃO
Não enrole: a introdução deve ter entre 4 e 6 linhas.
Não use primeira pessoa (“eu acho”, “na minha opinião”).
Não comece com perguntas ou citações sem contextualização.

Não fuja do tema: Grife a proposta para não cometer tangencia.

Não use clichês ou generalidades: Evite “é notório que”, “é de conhecimento geral”.

Não faça perguntas retóricas: Em vez de “Como resolver esse problema?”, afirme “A solução para esse problema passa por…”.

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